Da
esquerda para direita, Letícia Raiane Schranck e Amanda Rottava,
acadêmicas do terceiro período de Psicologia da PUCPR Toledo.
O
filme “O Nome da Rosa”, baseado na obra de Umberto Eco, inicia com o relato de
um senhor sobre misteriosos assassinatos
que estavam ocorrendo em uma abadia no século XIV. Na
época, Adson era apenas um noviço que estava acompanhando o monge franciscano
Wiliam, ao qual seu pai havia confiado sua educação e bem estar. Com o intuito de
solucionar o
s crimes, o monge é convocado e os dois se dirigem ao Norte da Itália onde fatos terríveis e maravilhosos marcam para sempre a vida do rapaz.
s crimes, o monge é convocado e os dois se dirigem ao Norte da Itália onde fatos terríveis e maravilhosos marcam para sempre a vida do rapaz.
Chegando
ao mosteiro o monge Wiliam logo nota que, ao contrário do que se acreditava, as
mortes que haviam ocorrido recentemente se tratavam de assassinatos e não foram
causadas por alguma força sobrenatural e maligna que pairava sobre a abadia .O
monge William, apesar de ser ligado a igreja, era um homem a frente do seu
tempo, respaldado, sobretudo, pela razão e amante das obras de Aristóteles que,
alguns séculos antes, já diria que a razão asseguraria a felicidade.
Havia
dois motivos pelos quais o monge franciscano havia ido a abadia. O primeiro,
para provar que aquele lugar não tinha sido abandonado por Deus, o que era
impossível de seu ponto de vista, e que as mortes estavam relacionadas com
alguém que possivelmente vivia ali; e segundo, essa abadia possuía uma
biblioteca que lhe chamava profundamente a atenção por ser o lugar que guardava
a maior acervo de livros cristãos na época, incluindo aqueles proibidos pela
Santa Inquisição. O
autor, em pequenos detalhes vai demonstrando como era a mentalidade da época. Na
primeira noite em que estavam na abadia, se reúnem para o jantar que era acompanhado
por preces em latim. O monge encarregado das orações diz “um monge não deve
rir. Pois somente os tolos elevam a voz para rir”.
Certo
momento, um monge faz a leitura para outro mais velho que tinha sua visão
dificultada pela idade. Nas folhas estava escrito que “Na sabedoria mora o
pesar. Aquele que aumenta seu conhecimento também aumenta seu sofrimento”. Essa
é mais uma forma do autor tentar mostrar um pouco do pensamento mítico da época
em que sabedoria estava ligada a igreja e razão era afronta a fé e ao homem. Essa
época é marcada por um acontecimento crucial para Igreja, que foi a Santa
Inquisição. Durante esse tempo, hereges,
mulheres consideradas “bruxas” ou feiticeiras e quem se opunha as verdades
reveladas pela fé deveria sofrer conseqüências ditadas pela igreja, através de
torturas e, em casos mais graves, morriam queimados na fogueira (o que o filme
mostra em seu final).
A
estada desses dois novos homens na abadia mostra de uma forma histórica dois
pensamentos profundamente diferentes e notados em duas diferentes épocas. De um
lado a abadia ainda extremamente ligada a fé, onde se acreditava que não havia
outra forma de conhecimento a não ser através da religião. Esse pensamento é
visto em toda a Idade Média, conhecida também como Idade das Trevas do conhecimento
humano, pois não houve evolução em conceitos sociais, científicos e
filosóficos.

